Ações anti-imigração deve-se ao racismo de Washington

Imigrao

“Se os EUA realmente quisesse acabar com o terrorismo, atacaria os terroristas brancos de direita dentro dos EUA e imporia um maior controle sobre quem pode obter armas”, afirma a jurista Marjorie Cohn

A Ordem Executiva que proíbe a entrada de cidadãos islamitas originários de sete países de maioria muçulmana – Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen -, que inclui suspensão por 120 dias do ingresso de refugiados de todas as partes do mundo nos Estados Unidos, além da nova onda de deportação em massa de imigrantes indocumentados, tem gerado ressonantes protestos por parte de juristas, jornalistas, ativistas por direitos humanos e cidadãos comuns, dentro e fora do país ao norte do Rio Bravo.

O presidente Trump também promete manter aberta a prisão de Guantánamo, e os métodos de tortura contra suspeitos de terrorismo (arbitrariamente assim acusados segundo os critérios do Poder Executivo, independente do Judiciário).

No primeiro caso, a administração de Trump desconsidera que, segundo pesquisa do FBI, ataques terroristas dentro dos Estados Unidos por parte de islamitas possui incidência muito baixa, atrás de judeus e dos próprios cidadãos norte-americanos, inclusive os inúmeros crimes branco-racistas e religiosos, por parte de cristãos fundamentalistas. Tampouco leva em conta que nos remotos atentatos de 11 de setembro de 2001, segundo a versão oficial (no mínimo, questionável) a maior parte dos sequestradores dos quatro…


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